Cirurgia Robot

 

Um dos motivos relacionados com o enorme desenvolvimento da medicina e com a velocidade com que este desenvolvimento está acontecendo atualmente é a maneira como conseguimos incorporar inovações tecnológicas à prática médica diária. Uma dessas inovações foi o desenvolvimento e introdução da robótica à prática cirúrgica (cirurgia robot). Os robôs foram incorporados a rotina diária desde a metade do ultimo século: o que uma vez era apenas ficção científica se tornou realidade. Hoje em dia, qualquer pessoa que habite o mundo desenvolvido, se beneficia dos avanços em robótica e da cirurgias robot.

Enquanto os robôs são utilizados rotineiramente em laboratórios ligados à saúde, eles têm sido integrados mais lentamente à medicina clínica. Nas duas últimas décadas, pesquisas em cirurgia robótica têm crescido continuamente de forma geométrica, principalmente no que diz respeito às publicações por ano e as cirurgia robot em humanos.

Em 1985, a primeira aplicação cirúrgica em tecnologia robótica industrial foi descrita quando um “braço” industrial robótico foi modificado para realizar biópsias estereotáxicas cerebrais com acurácia de 0,05 mm. Este foi o primeiro protótipo do Neuromate® (Integrated Surgical Systems, Sacramento, CA, USA) que recebeu aprovação do FDA (órgão regulador da area de alimentos e saúde dos EUA) em 1999 (1). Desde esse período, a utilização da robótica com objetivo de aperfeiçoar destreza cirúrgica e compensar por limitações como visão bidimensional laparoscópica, tremor, pontas de instrumentais fixas e restrições de movimento, vem sendo estudada, desenvolvida e aplicada com larga vantagem para cirurgia robot assistidas.

Em 1995, Fredrick Moll, Robert Younge e John Freund, fundaram a empresa responsável pelo equipamento robótico da Vinci®. O potencial de difusão de aplicações clínicas de equipamentos robóticos foi reconhecido pela primeira vez em 1997, quando o Intuitive Surgical’s da Vinci® foi utilizado para realizar a primeira colecistectomia robótica (retirada da vesícula), por Himpens et al., na Bélgica por telepresença.

Este sistema composto por um console cirúrgico e uma torre automatizada controlada por esse console composta de três braços cirúrgicos, dispõe de diversas pinças de tamanhos variados (5 e 8 mm). Trouxe como inovações uma câmera binocular que transmite imagens em 3D de alta definição, pinças cirúrgicas que se movimentam em três eixos permitindo ao cirurgião múltiplos graus de liberdade para movimentá-las e filtração de tremor permitindo maior destreza cirúrgica e manipulação delicada dos tecidos, configurando assim a cirurgia robot assistida.


Especialidades: